O agir espontâneo traz alegria
Quando atos de dignidade são traçados
Em traços de vida
Sobre o quadro pintado

Seus passos já sabem seu lar
Leme já em casa
Encontrando seu lugar
Navegando com asas

Amar é compreender
E sua fala traz seu sentimento
Quando verdadeiramente sai para viver
Fugindo das obrigações e de seus pensamentos

Onde pisa brota flores
Dançando ao voar
Sobre as ondas de amores
Descobrindo o bem ao se aprofundar

Peito em liberdade
Como os pássaros no céu
Bailando com a verdade
Mostrando sua face atrás do véu

O sentido está em como faz
No sentimento de sua ação
Sente-se em paz
E borbulhando o coração

Triste daqueles que agem pelo medo
Pela consequência que pode lhe causar
Que não entrega-se por inteiro
Ficando a beira mar

Lágrimas distantes da felicidade
E o medo consome seu ser
Enquanto uns cantam a veracidade
Outros choram ao entardecer

O salgar de sua face diz muito
Seu peito bagunçado
Acabou tudo
Até a confiança do soldado

Sua covardia falha
Seus traços tortos
Momento de desarma
Ao encontrar com a linha dos mortos

Amor ou medo
Eis a questão
Age pelo erro
Ou por pura compaixão?

O temor pede respeito
Mas não lhe deixa em horror
Abra seus olhos e a porta de seu peito
E venha entender a hermenêutica de amor

Por Luiza Campos