Até onde iria? Os laços são as raízes de todo medo e onde é o fim desta linha? A luminescência se aconchega a quem lhe abre as portas, és a metade do peito e a coragem para todo coração sem força, o querer para levantar e mudar, simplesmente se refazer e se descobrir. O começo e o fim quem limita é você mesmo, ninguém pode traçar o invisível em sua alma, somente nós mesmos. A coragem vai muito além do que se descreve em sua hermenêutica, é sentida e empodera quem à tem, porém quem se sente seguro em areia movediça? O pó se esvai com o tempo, tudo passa e se vai, porém, a rocha que lhe assegura de toda dor, males e ferimentos é a vida que nos habita, ela preenche com o tempo toda brecha de vazio, lhe traz paz, compreensão e é sua armadura para batalha. Tendo a eternidade por trás de cada ação quem terá medo? A vida que tudo vê, que enxerga o invisível, alcança o impossível, se faz uma imensurável grandiosidade que não me há palavras mais para descrevê-la, quem que estando com ela não terá coragem de enfrentar qualquer coisa que vier a sua frente? Até onde vai? Seria a pergunta, e meu pranto que escorre por minha tez não se decifra, sinto minha força e minha gana, sinto a destreza que tem minha lâmina, que dança no campo de batalha como bailarina sob o palco.

Sei que meu coração é guerreiro, e minha alma carrega as tablaturas da eternidade, carrego comigo o dom da verdade e a fala dos céus. Eu vou até onde meu senhor ir, eu vou até onde a vida me levar, a ela seguirei, e a ela devo a mim mesma. Devemos nos refletir, como espelho refletindo seu profundo, tirar tudo e qualquer coisa ligado ao que esvanece, pois só o pó traz insegurança, o medo de ir a batalha, de levantar a espada. Por isso devemos sempre nos analisar de fato, nos compreender, nos conhecer, só nós mesmos podemos mudar nosso caminho e distinguir nossos rumos. Por isso estabelecer-se sob a rocha é a saída para tudo, pois nem a morte encostará em nossa casa.

 

Por Luiza Campos