Os caminhos foram postos
Manifestados em canção
Vidas e corpos
Ambulantes em vastidão

Escolher o que se faz certo
Deixar a dor do pranto
Pena que o mundo fez-se inverno
Estação que cobre o campo

Os caminhos são antônimos
Um faz-se terra, outro céu
Não se conhece sinônimo
Sua temperança acaba com o véu

A fala distorcida ao ouvir
Sob as águas do mar
Sussurra seu porvir
Nova esperança, um bailar

Qual caminho será?
Que ordem faz-se em seu peito?
O que escolherá?
Dois em um só sujeito

O que plantar, colherá
Naturezas em um coração
Sua escolha reinará
Seja luz ou escuridão

O mundo caiu em tristeza
Pois suas trilhas são de dar dó
Caiu do infinito sua impureza
Que escorreu sobre seu pó

A grama ficou amarela
E o que era colorido se desbotou
O que pinta em sua tela?
Não sabe o porquê murchou

Fogo e água
Alto e baixo
Calar-se ou jorrar palavras
Libertar-se do que se faz raso

A escolha
A importante decisão
O tempo derrubou a folha
A sua parte é reerguer sua imensidão

Por Luiza Campos ?