A fantasia corrói todas as certezas
Gotas espelhadas pelo peito
A incógnita sem nome mostrou sem destreza
Cambaleou pelos vales sem jeito

Tantas histórias sem razão
Tantos nós sem laço
Um caminho sem direção
Sem ponto de partida se encontra aos pedaços

A lei sem praticantes
Tornou-se ficção para os indoutos
Universo tão relevante
Escondeu-se atrás de um caminho solto

Deixou-se de lado
Como pétalas longe da flor
Se esquece de quem está ao seu lado
Que vai aonde teu trilhar for

Acusa e recusa
Não quer estar
Bem se quis luz difusa
Que lembra-te do calor, mas não clareia seu chorar

A perda que lhe dói
Sentiu-se em luto
É a vida que não se reconstrói
E o medo de enxergar além do muro

Abaixe a guarda
E deixe o sol fazer sua parte
Pela manhã a alvorada
Trazendo a claridade

O desconhecido é a parte mais bela
Se assusta quem não o quer
Porém é preciso totalmente branca a tela
Para poder colorir uma nova maré

O ecoar traz a verdade
A incógnita da questão
Calaram a cidade
Deixadas na escuridão

Por Luiza Campos