Sua história discorreu para o mal
Seu sorriso fechou-se em tempestade
Pranteou o transcendental
Chovendo em toda sua cidade

A esperança de seus olhos, findou
Uma pena, havia muito amor
Confiança não existe, acabou
Em cena, protagonista de sua dor

Descrevo em versos, tristeza
Como laços sem um nó
Com o tempo virá a pobreza
Apoderando-se do pó

Salgou sua face
Pingou em seu peito
Traçou o caminho do disfarce
A farsa deste sujeito

A criança tão bela e preciosa
Sufocou-se com o tempo
Uma história tão grandiosa
Caiu na mesmice, sob os lamentos

Natureza carnal
Violência, marginal
A margem do racional
A fala do imoral

Traz ao peito suas mágoas
Um caminho de pura angústia
Mesmo sorrindo na estrada
Reflete em seu olhar sua fúria

A flor tão singela
Era ela, tão valiosa
Viu-se em quimeras
Perdendo sua aurora

O mundo foi seu espelhar
E ele, bom, em ruínas
Como pôde naufragar
Tendo nas mãos sua sina?

História feliz seria
Se estivesse com a vida
Cativando-se com a sabedoria
Encontrando sua saída

Como é a história dos justos?
Por onde pisam os seus pés?
Eles não andam sobre os muros
E muito menos tocam ré

Seus caminhos são de flores
E suas vidas são divinas
Por apenas escolher amores
E colorir-se com a luz infinda

Por Luiza Campos ?