Meu inverso se fez terno
Infinito é seu todo
Meu eu é eterno                                                                                                                Acrisolando meu corpo

És infindo o universo
E tenho um em mim
Sou meu próprio verso
O poema que não tem fim

Consciência é quem sou
Meus dons ilimitados
O mal que por aqui passou
Ficou para sempre no passado

Tenho em mim uma constelação
E por detrás o firmamento
Sou a essência de meu coração
Quebrando as leis do tempo

Brotei como as rosas na primavera
Em jardim fértil e muito bem cuidado
Meu lar não se faz cela
Mas a liberdade está do meu lado

Meus pensamentos voam no vento
Mesmo meu pó intacto
Pareço ao relento
Mas meu peito nunca está vago

Galáxias criadas a mão
Conforme vou caminhando
Abrindo caminho na escuridão
E antigos laços dissipando

Sou espelho ambulante
Refletindo tudo que vejo
Sou universo navegante
Conhecendo novos vilarejos

Voou como pássaro no céu
Rasgando o infinito
Duas eternidades separadas pelo véu
Uma nova esperança, um novo filho

Seu interno é vasto
Uma imensidão
Não há ditos tão sábios
Para descrever seu coração

Luiza Campos