Carrega consigo um diamante,
Não dá valor a esta pedra preciosa,
Fez-se cadente,
Perdeu sua joia.

Preço incontável,
Não conhece sua nobreza,
Peito imensurável,
Mas desconhecida fez sua riqueza.

Mora em um vaso,
Dentro do coração,
Perdeu em seus traços,
E apagou sua imensidão.

Escondeu seu tesouro,
Esqueceu de sua alma,
Vive pelo morto,
Quando chega à noite o céu deságua.

Alva em fulgor raso,
Frieza no pico do monte,
Fraqueza em um laço,
Seca fez-se sua fonte.

Uma simetria sem igualdade,
Será que existiria?
Uma alma faltando tua metade,
Uma história triste que não se findaria.

Ah! Triste fim,
Como diz uma canção,
Ouvi os sussurros do serafim,
Entoado um grande grito nesta confusão.

Membros de um só corpo,
Mas todos estão dormentes,
Fizeram-se mortos,
Tornando-se inconsciente.

Não sabem o que fazer,
Se perderam em seus caminhos,
Prenderam o eterno ser,
Se rasgaram nos espinhos.

E sua eternidade,
Tua preciosidade,
Esquecida no universo,
Sem dar importância para tua verdade.

Há tanta riqueza em um poema só,
Mas o significado ninguém há de saber,
O que foi que lhe enlaçou e deu um nó?
E lhe afastou de novamente nascer?

Quem foi que lhe afastou da vida?
De sua eternidade?
Da sabedoria?
De tua alacridade?

Quem foi que lhe fez tanto mal?
Tanta opressão?
Quem escolheu ser banal?
Sem ter uma direção?

A tua consciência se vê no espelho,
Refletindo o acusado sem aura,
Quem jogou fora o eterno?
Foi tua própria alma.

Quem pode reverter é você,
Acrisola-se nos bens eternais,
Agarre tua esperança,
Junte-se aos seres celestiais.

E verás o quão valioso és,
A valiosidade de tua pulsação,
Construirá tua fé,
E verá claro tua imensidão.

Por Luíza Campos