Do bico do pássaro nasceu a floresta
O testemunho das aves floresceu nova terra
Não há bem sem guerra
Ainda há luz em meio tantas trevas

Vim da eternidade e para ela voltarei
Tom covarde não se pinta e não se vê
A luminescência traz seu rei
Um broto em busca de ser

Minha lâmina aponta minha batalha
Oceano em pauta transborda em minh’alma
Solo sob estrada
Passos que se dão através das águas

Irei por mim
Escrever os bens do céu
A colheita do seu fim
Infinito com a cláusula de seu réu

Serei vagalume para o luar
Estrela para os céus apoiados no mortal
Eternidade em meu olhar
Dito as palavras do celestial

Quem irá por nós?
Minha honra e graça se encontra no campo de batalha
O sopro carrega o pó
E minha flecha dissipa as brechas de falhas

Quem vem por mim?
Por trás de meu pincel?
A maré refletiu o querubim
O espelho desenhou o céu

Minha palavra é levada aos cantos do mundo
Abafada pelos enganos que rondam o peito
Porém há vida no mais profundo
Basta acorda-la e levantar deste leito

Por Luiza Campos