Com certeza foi o jeito que me chamou, sua sutileza ao me guiar, foi a forma que me mostrou, como me trouxe ao lar. Não foi em vão tenho que dizer, minh’alma luta por ti, infinitamente ser e poder porvir. Não se lança as palavras quando sente, mas as guarda no âmago de seu peito, é sua história afinal, sempre presente, cada ação e cada fala, mesmo sob o leito. Tudo que foi deveria acontecer, são os escritos da eternidade aprofundados em meu amanhecer, e quando floresce posso ver o que foi deixado para mim.

Sentir de fato simplesmente não é falar, porém é todo o silêncio, mas que é tão só que consegue entender sem nenhuma palavra, apenas está sentindo cada ato, cada nota soada pela imensidão. Sente cada passo dado e a alegria da verdadeira evolução, sente até o balanço das árvores e o canto dos pássaros, a vida que há em mim sorri pela simplicidade, e não por coisas grandiosas neste mundo. Sinta esta sensação que nunca mais irá querer sentir outra coisa, todo dia busco esse arrepiar e prantear de meu coração, busco essa faísca dada a nós com a mais pura intenção, a liberdade nos espera tão próxima das correntes que nos dá uma escolha, continuar presa na escuridão ou criar asas e enxergar toda esta imensidão.

 

Por Luiza Campos