Foi quando respirei e senti sua presença, percebi que mesmo na guerra há paz, que mesmo em chamas sinto seu frescor, o bailar de meus pés sincronizam com sua luz, enquanto bailo vejo que me guia, me conduz. Respirei fundo em meio tantos gritos, refleti em mim sua face e deparei-me sorrindo, é belo, sim é, cada passo, cada laço, posso ver e sentir tudo que toco em meus pensamentos, e sempre há sua presença, mesmo nos momentos corriqueiros te vejo de longe e aceno. Seu ditar me acalma, seu soar traz-me alma, sou essência com a vida, dela me preencho e transbordo de bens, ela se faz minhas asas e minha base, é muito mais que o verbo, é minha metade. O bálsamo veio quando achei que a guerra tinha sido perdida, veio para me mostrar que há muito o que percorrer, que a vitória se agarra com força e não se solta mais. Em dias quentes me traz o frescor da chuva, e sua água me acrisola de dentro para fora, meu interno compreendeu seu gotejar, levei à boca e lancei a flecha, o prantear do céu é minha espada, e com ela triunfo na batalha. O meu bálsamo é sua felicidade, é ver a alegria da vida, sentir o prazer do anjo repousando em minh’alma, não há glória maior, sentimento de paz, conquista. Um bálsamo para minha alma foi me dado, aliviei-me com sua presença e percebi que em uma rosa há muito mais do que meros espinhos.

 

Por Luiza Campos