Pelo que, entrando no mundo, diz: sacrifícios e ofertas não quisestes, mas um corpo me preparaste. Então disse: eis que venho, no principio do livro está escrito de mim, para fazer, oh! Deus, a tua vontade. Tira as minhas para estabelecer as tuas. Este é o único sacrifício que agrada a Deus, deixar de andar por si mesmo na carne e passar a andar por seu espírito que ele nos assentou. Foi dito a Abraão: saia agora da tua terra, do meio da tua parentela e vai para uma terra que eu te mostrarei. E lá te farei uma grande benção, a ti e a tua descendência. Partiu Abraão como o senhor lhe tinha dito.

Eis aqui hoje um descendente de Abraão. Abraão não atentou para a sua vida aqui do mundo, mas para a sua vida lá no céu. Moises também era príncipe aqui no mundo, mas deixou esta condição e sofreu com o povo de Deus, porque via a recompensa do seu ato, e se diz que ele ficou firme como que vendo o invisível.

Nós estamos dentro de um proposito, e o fim dele, se praticado em nós, será a vida eterna do espírito lá no plano do céu. Este caminho já está traçado por Deus dentro de nós. O espírito já nos dá a vida, como Jesus disse: o espírito é o que vivifica, a carne para nada se aproveita. O papel da carne dentro do proposito de Deus foi só o de produzir a consciência, mas Jesus comparou a carne com o pé de milho, que depois de produzir a espiga cheia e colhida não serve para mais nada. O caminho que a consciência deveria trilhar é este: deixar a carne e seguir o espírito, isto é, se desligar da carne e se ligar no espírito, ou ainda deixar a pessoa da carne e assumir a pessoa do espírito. Feito isto, vida eterna, mas se não passar por este caminho, vazio eterno sem perdão.