A beleza da vida celestial circula nesse mundo e entre o céu e a Terra ela se espalhou e vemos seus ramos alastrados em cada coração que bate tocando o seu som. No levantar do sol já vemos o apontar da vida e logo cedinho ela começa a cantarolar pelos bicos dos passarinhos, a vida celestial está em todo lugar aquecendo a matéria e abrilhantando os olhos e os corações, mas ela passa despercebida, ninguém a nota no meio do céu pelo voo da andorinha, ou em um trabalhar pesado de uma formiguinha, na mudança das folhas, na troca de clima, num sentir na alma o seu chamado, no ouvir do silêncio seu sussurrar.

No deserto da ignorância do seu peito a vida grita, clama, pois ela deseja um céu para ser manifestada e resplandecer no infinito. A vida está sentada no banco da praça, aguarda um olhar, uma atenção, um reconhecimento a tempo de partir. A vida bate as portas oferecendo o amor, a paz, a união e o céu eterno, mas tudo é jogado ao chão da solidão e a vida segue os seus dias aqui se mostrando por todos os cantos, acenos, sonhos, palavras, entendimento e pela própria pulsação do coração. A vida que tanto citei neste escrito é do espírito de Deus, ele é a vida enviada a nós e ele está em tudo, inclusive dentro de nós dando a sua vida, porque nele vivemos, nos movemos e existimos…

 

Por Maria Lúcia