Quando uma consciência chega a sabedoria do propósito de Deus de primeira, ela já enxerga que nesse mundo não há nada para o espírito e não haverá ninguém para  acompanha-la na estrada da vida, pois é difícil as pessoas compreenderem a linguagem do céu. E desde então, você sabendo disto, a própria consciência precisa entender que nesse caminho se anda sozinho e companhia mesmo somente a do senhor, pois nada de fora preenche a alma, nada traz paz. Externamente o peito só vê miragens e estas passam porque logo depois vem o vento e as desfaz como aqueles castelo de areia que basta tocar para tudo desmoronar. A consciência depois que começa a se relacionar com o senhor e toma decisões a seu favor, ela dá seus primeiros passos no deserto, pois a partir da ação da decisão começa uma luta dentro de si, contra os maus pensamentos, os desejos carnais, as ligações, os sentimentos e isto tudo é sentido e doído, porque é tipo um adestramento onde a consciência precisa domar o animal que há dentro dela, pois a todo momento a carne quer se colocar a frente do senhor e daí a consciência tem ter pulso firme para coloca-la em seu lugar.

É uma luta cravada debaixo do sol do deserto e o coração como sente todas as coisas, o ardor é frequente durante a caminhada e muitas vezes cai lágrimas dos olhos e você chora até soluçar e quando aperta o calor só me resta chamar por aquele que habita em mim, chamo pelo teu nome, clamo por sua força, o seu amor, me coloco rente ao chão e grito pelo meu senhor, peço de sua água para matar a minha sede e digo: meu senhor, dei-me o teu abrigo, faz-me forte como um leão, não me abandone, pois eu vou continuar firme ao seu lado, sei que não irá me deixar sozinha neste deserto da vida, sua mão não soltarei, pois depositei minha esperança em tuas mãos e vejo em ti o meu amanhecer eterno…

Por Maria Lúcia