Ao longo do tempo eu abriguei muitas pessoas em meu coração, dei lugar a cada uma delas em um mundo criado por mim mesma, criei laços afetivos, sentimentos que pensava que era bom, eu não me conhecia, não sabia nada de mim e muito menos das pessoas que guardei dentro de meu interno. O amor? Nossa! Eu pensava que eu sabia amar, e pensei também que era amada por aquelas pessoas que moravam em meu mundo, mas o amor que as ditas dizem ter é totalmente hipócrita, falso, não há verdade, pois o amor que eu conheço hoje é o sentimento mais puro da compreensão e eu devo aprender esse jeito verdadeiro de amar. A vida veio ao meu encontro de um jeito tão simples, me fez vê-la de uma maneira tão pura, meiga, mas também de um jeito avassaladora, pois tudo que ergui nesse mundo, vi que agora tem que ir ao chão, o mundo que eu mesma criei é preciso derrubar e soterrar todas as pessoas que em meu mundo eu abriguei e isto tudo por causa da vida que vive em mim. Agora tenho que criar outro mundo, só que dessa vez o único morador da minha consciência é o espírito da vida, pois ele não aceita nada daqui debaixo e ele vai libertar-me de tudo que me apeguei erroneamente e irá ligar-me nele, porque somos um, a minha consciência e o espírito de Deus e ninguém mais.

Por Maria Lucia