A paranoia de uma consciência é como um mar em fúria, onde ela mesma se permite ser carregada pelas correntezas dos pensamentos enganosos, e se ela não acordar a tempo para enxergar o estado em que se encontra, o coração acaba se machucando sobre as pedras e se afogando nas ondas amargas que a própria envenenou. A minha esperança não está mais neste mundo, pois sei que ele nunca fará parte de mim, é claro que nele vivo, mas a minha vida não pertence a ele, não busco desesperadamente nada o que me é oferecido por ele, sei que tudo passa e nadica de nada levarei deste lugar. As minhas asas me direciona no caminho, porque Deus as deu a mim, para que nada venha a me prender, podem até me perseguirem na estrada, mas o Senhor disse: eis aí as tuas asas, voe pelo meio do céu que os seus inimigos nunca te alcançarão, a poeira do deserto cobrirá todos aqueles que a ti persegue e eles serão enterrados pela areia que cair dos teus pés…

 

Por Maria Lúcia