Olhando eu para este mundo, o vejo como um grande mar agitado, as consciências como pescadores afobados e as ilusões como iscas no anzol. Este tema me fez lembrar do apóstolo Pedro que antes de conhecer Jesus era pescador, depois Jesus o chamou para ser pescador de Homens, ou seja, de consciências.

Nós estamos dentro de um propósito e sabemos o quão difícil é colher uma alma para Deus, pois também temos a nossa consciência que precisamos cuidar, limpar, adornar e moldar para que nos tornemos límpidas para que o senhor possa nos desejar e fazer sua morada eterna. Temos em mãos redes sustentáveis que todos os dias jogamos ao mar para vermos se pescamos algum coração, alguns vem babatando até nós, mas sempre deslizam de nossas mãos e nunca mais os vemos. As consciências armam seus anzóis com os próprios desejos de enganos e acabam pescando ilusões e amargura para si, não raciocinam para enxergar que elas são a imensidão de Deus e que o peixe da vida já está dentro desta fortaleza só esperando ser acolhido pelo seu amor, são muitas ilusões armadas pelo engano, mas é a consciência que tem que decifrar os enigmas das duas existências, saber discernir entre o bem e o mal, pois o mar está a cada dia mais agitado e nós temos que ter sabedoria para não irmos na leva das correntezas malignas….

 

Por Maria Lúcia