A consciência torna-se prisioneira pelas próprias situações que ela mesma cria, como por exemplo: os sentimentos carnais que a consciência sente a corrói por inteira ou até mesmo algo de errado que a pessoa fez para prejudicar a outra. Quem é alvo do mal fica com aquilo dentro de si se martirizando e isto já é uma prisão da consciência, pois se ela sofre com algo, é porque é cativa do que a faz sofrer e isto se estende em diversos pontos, onde qualquer coisa pode sim aprisionar a consciência não a deixando livre, mas sim com correntes pesadas nos pés.

Nós estamos dentro de um propósito e a nossa consciência não deve manter-se enjaulada por seus sentimentos, pensamentos ou paranoias. Temos que nos libertar de tudo que nos causa dor e choro, pois podemos seguir, se quisermos, os rastros dos passarinhos, cantar no meio do céu como as andorinhas, rimar no tom da melodia do bem-te-vi, sermos como os girassóis que abrem as suas pétalas em direção do sol, e é assim que devemos ser, livres como o vento e serenas como as estrelas do céu.

Por Maria Lúcia