O entendimento é muito complicado dentro de cada consciência e as consciências não conhecem a hermenêutica das palavras. A alma, por exemplo, é a consciência pura. Nós como criações produzimos a consciência, e como um fruto natural a consciência é ligada ao pé da carne. Mas com o passar do tempo esta consciência foi se ligando cada vez mais a carne, mas quando a consciência compreende o propósito de Deus, ela vê que precisa se desligar da carne e se ligar no espírito de Deus. Para isso há um processo de purificação, pois a carne deve ser eliminada de dentro da consciência, e só quando a consciência estiver pura, alma como se diz, que o espírito de Deus poderá habitar nela.

Sabei que a consciência como dito, é o produto da criação humana, e esta consciência não morre, a carne morre, inclusive a carne é morta em si mesma, mas quem a vivifica é o espírito de Deus, mas a consciência em si é imortal, uma vez produzimos a consciência, essa consciência é eterna. O que as consciências devem fazer agora é buscar a vida e a vida está no espírito de Deus, e só por ele teremos a vida eterna. Mas se a consciência não for atrás da vida, quando o espírito voltar a Deus e a carne voltar ao pó, a consciência perderá as duas existências que tinha, pois, o espírito voltou a Deus e a carne morreu, e esta consciência ficará vazia, sem existência de nada, sobrará só a alma vazia, ela ficará só com as lembranças que um dia passou pelo mundo e não fez o que deveria ter feito, não se fez uma com o espírito da vida. Triste fim de uma história real, como diz numa canção.

Devemos nos unificar com o espírito de Deus enquanto há tempo, enquanto ele está em nós pela vida, assim nos faremos uma com a vida, seremos imortais, mas com vida própria, pois geramos o filho de Deus dentro de nossas consciências.

 

Por Kátia Campos