Antes de nascermos neste mundo não tínhamos consciência de nada e foi justamente neste mundo que produzimos a nossa consciência como criação. Esta consciência agora deve deixar a carne e se ligar no espírito de Deus, este é o propósito da vida. Como foi a carne que produziu a consciência, ela é ligada à carne como um fruto natural, mas depois desta consciência madura, ela deve se desligar da carne que é provisória e se ligar no espírito que tem vida própria e é eterno. Um propósito muito bem montado por Deus, mas a consciência precisa de fato se ver como consciência, o fruto da criação humana, ela precisa se destacar da carne para poder se enxergar e enxergar também a existência do espírito de Deus que lhe dá a vida. Quando a consciência se ver como consciência, ela deve compreender que tem que deixar a carne, esquecer de uma vez por todas dela, não no sentido de desproduzir a consciência da carne, pois isto é impossível, pois uma vez produzida consciência de alguma coisa, não tem mais como desproduzi-la, mas falo no sentido de não se importar, não fazer caso, tirar qualquer coisa da carne de seus planos, afinal de contas a consciência está deixando uma existência morta por uma existência que tem vida própria.

Deixar, esquecer a carne para sempre, para dar lugar ao espírito de Deus, sentir este ser eterno bater seu coração. Realmente será uma troca de corpo, de um corpo terreno para um corpo celestial, uma mudança radical, mas que é necessário a consciência mudar de sujeito hoje para ver o dia raiar eternamente.

Hoje, não vemos o espírito, pois estamos no plano material, mas a consciência que realizar o propósito da vida em si e nascer no céu pelo espírito, aí sim ela se verá por este novo corpo, no plano espiritual.

 

Por Kátia Campos