Quando vi, já estava aqui. Me olhava, olhava a todos a minha volta e achava isso aqui tudo muito estranho. Quando nova ainda me perguntava, o que será que estou fazendo aqui? Já achava estranho a morte, mas eram só perguntas sem respostas. Também pudera, não fui atrás das respostas das minhas perguntas. Cresci, pensava nas coisas, mas não raciocinava, vivia a vida desse mundo como todos. Até que alguém me chamou a atenção para a razão da vida, me falou que eu era a consciência e que tinha o espírito de Deus dentro de mim. Ouvia, pensava, mas não enxergava ao certo a consciência, como que algo fora de tudo, como que tudo que eu fazia, era eu mesma, a minha consciência que tomava as decisões e agia pela existência que ela era ligada, que no caso era a carne, pois eu só ouvia falar do espírito, mas só sentia a carne.

Até que depois de um bom tempo comecei a analisar a mim mesma, isto é, a minha própria consciência, e vi que muitas coisas eram ocultas dentro de mim mesma, pois não enxergava absolutamente nada, nem a mim mesma, quanto mais ao meu eu eterno, que é o meu espírito. E comecei a me aprofundar na minha consciência, no meu senhor para que eu pudesse me identificar por ele, o sentir dentro de mim e realmente enxergar o que tem por trás daquela grande montanha, que na verdade é dentro de mim mesma, pois quanto mais nos voltamos para dentro, mais nos conhecemos e nos identificamos com aquele que Deus quer que nos façamos um. É a minha consciência que deve gerar o filho da vida, primeiro é claro que deve ser inseminada a semente da vida que já está em nós e depois de inseminada, a consciência vai gerar este filho de Deus dentro de si mesma e ao mesmo tempo vai sentindo e conhecendo este novo ser e quando este ser estiver na estatura completa do ser espiritual, a consciência nascerá no plano do céu pelo espírito, e nada mais ficará oculto as nossas consciências, pois elas verão tudo o que tinha por trás daquela grande montanha.

Por Kátia Campos