Entramos neste mundo por uma ordem muito natural, crescemos e fomos amadurecendo, produzindo a consciência de tudo que nos deparávamos, automaticamente tudo era lançado em nosso arquivo mental, pois bastava querer lembrar de algum ponto ocorrido, que tudo vinha à tona, isto seria até uma coisa normal, lembrarmos saudavelmente do que já passamos, pois nossas consciências foram produzidas ainda agora, há pouco tempo neste plano, mas o que não é natural da consciência é ela querer viver o passado, o relembrando constantemente sem dar o menor espaço para que a verdade entre e mostre o que está acontecendo, que está presa em algum ponto que a atormenta e isto se torna uma síndrome, sintoma próprio de uma doença, na qual a consciência só fica olhando para trás, causando-lhe torcicolo, impedindo-a de olhar para vida que está bem a sua frente lhe estendendo as mãos para a tirar de um terrível acidente eterno.

Como aconteceu com a mulher de Ló, que mesmo sendo alertada virou uma estátua de sal, pois olhou para o passado e quando se deu conta já era tarde e se Ló tivesse em sua mente olhado pelas lentes de seu retrovisor, também teria ficado. Estamos dentro de um propósito e ele é realizado dentro de cada consciência. O caminho da vida é sempre para frente, sem parada para descansar, nossa consciência tem que estar bem ciente disso, pois tudo isto aqui uma hora há de passar, querer viver o novo, não somente em querer, mas viver aquilo que já nos foi revelado, pois a cada momento ele se dá a conhecer, quantas coisas novas que já nos foram mostradas e quanto mais podemos ver, tudo o que é novo supera o que é velho e nisto vemos que a vida é muito mais excelente do que morrer.

 

Por Lauro Balbino