No meio da eternidade uma luz surgiu entre a escuridão e trevas absolutas. A ilusão todos os domingos nos arrastava com sua mão para esquentar um banco frio sem a menor fagulha de compreensão do propósito da vida, no qual poderia ter mudado o rumo de muitas almas de não caírem no vazio eterno, mas se preencherem pela verdade da ação da vida. A luz raiou no meio de tudo isso e revelou as profundezas do meu abismo, um caminho inimaginável que pelas trevas não poderia ficar escondido, uma luz no fim do túnel, que não tinha como não o enxergar, pois entre tanta escuridão a luz da vida estendeu a sua mão mostrando sua ação e seu intento, desenhando em minha tela com um simples ponto de luz que na verdade é toda aquarela que uma alma precisa para colorir a vida.

Esclareceu com traços fortes para que serve a carne como criação e aquilo que produz que é de grande valia, a consciência, o “X” da questão, mas que ninguém a vê como o fruto desta criação e que deve ser colhida para o proveito do Altíssimo e foi por isto que Ele também nos estendeu a mão, pelo seu espírito que já nos dá a vida, que transforma toda a tela preta com as cores infindas. A consciência é a tela onde a vida quer entrar com sua cartela de cores para que a sabedoria venha esboçar e pintar o trajeto da vida que o espírito mostra a todos os corações que compreendem e exercem todos os seus valores.

 

Por Lauro Balbino