O senso é a habilidade de julgar o certo do errado, é a característica de uma pessoa sensata, equilibrada, que demonstra prudência, seriedade e cautela. O senso vem de uma pessoa séria, coerente, que conhece a causa e que pode avaliar em juízo. E a justiça é tudo aquilo que se encontra de acordo com o que é justo, é o que dizemos: mérito da questão, é o que faz com que alguém seja digno de uma recompensa, de um merecimento, e que serve de base para que uma coisa aconteça.

Todos os dias nós falamos do propósito de Deus, do que uma consciência tem que fazer para chegar a vida eterna do espírito, e nós conhecemos a causa da justiça de Deus, como está escrito: a lei de Deus se cumpre nas nossas consciências que não andam segundo a carne, mas que andam segundo o espírito. E é dentro disso que nós julgamos as consciências para avaliá-las se elas estão dentro ou fora da vida eterna. Nós sabemos que a carne tem as necessidades dela, como o Criador já a sujeitou, como na alimentação, nas necessidades fisiológicas e até mesmo a necessidade da coabitação para a procriação da espécie, e tudo isto já foi sujeitado pelo próprio Criador Deus, mas as consciências não podem fazer disso a vida delas, mas temos que tratar a carne apenas como uma criação que é, mas a nossa vida deve estar no espírito que Deus nos assentou pela vida. Fora das necessidades básicas não devemos ter nenhum tipo de sentimento pela carne, os nossos sentimentos devem ser todos pelo espírito de Deus, pois ele é a nossa vida eterna, é só uma questão de tempo que o espírito volta a Deus e a carne volta ao pó como era, e neste dia toda consciência se desligará automaticamente da carne, e se ela não estiver ligada ao espírito de Deus pelo sentimento, ela cairá no vazio eterno sem volta.

Deus é espírito e todos os sentimentos Dele estão no espírito, Ele não tem a menor ligação com a carne, e Ele nos vê na carne apenas como criação que somos. Deus olha este mundo como um agricultor que olha a sua lavoura, onde ele visa só os frutos, ele até que cuida do pé, mas para que ele produza bons frutos, mas uma vez colhido o fruto, o pé não serve para mais nada. E como que você julga que um agricultor vê a sua lavoura perdida, cheia de pragas, onde os frutos não servem para mais nada? Foi o que Deus fez com este mundo, como disse pelo profeta Isaías: vou derrubar a sua cerca para que as bestas feras do campo entram e comam tudo desta lavoura, não vou descer mais chuva do céu para ela não ser regada.

E é isto que nós vemos no mundo hoje, estas bestas destes pastores comendo a lavoura de Deus como se comessem pão, porque Deus abandonou a lavoura, porque a colheita do campo pereceu, como disse o profeta Joel: o que ficou da lagarta o comeu o gafanhoto, e o que ficou do gafanhoto, o comeu a locusta, e o que ficou da locusta o comeu o pulgão. E hoje vemos isto na lavoura de Deus, o que ficou da igreja católica, o comeu a igreja protestante, o que ficou dos protestantes o comeu os budistas, o que ficou dos budistas o comeu os muçulmanos e assim toda a lavoura de Deus está perdida. E como ter o senso de justiça no meio desta devassidão?

Por O teu espírito diz