Não adianta você me fazer esta cara de que não está interessado nisto, porque um dia você morrerá, e é neste dia que você verá que deveria ter se preocupado com isto. O tempo de você buscar entender é o agora. Olhe para você mesmo e se pergunte: de onde surgiu um corpo com tal complexidade? Como pode o acaso fazer e afeiçoar tal perfeição? É certo que me trato de uma criação e não posso fazer esta cara de que não é comigo, mas por certo estamos diante de um propósito. O meu tempo está passando, o meu fim está chegando e será que valeu a pena virar as costas para a minha razão? Será que não terá nenhuma importância saber o porquê existo? Será que eu vim para nada e não preciso cumprir o meu papel como criação?

O que você se faz ser? Um inútil ao propósito de existir? E ainda faz esta cara de “eu não quero saber”? Você não é apenas um ignorante, mas um estupido assumido, um irracional por opção, e ainda tem essa cara de que não está nem aí. Nós não podemos aceitar as coisas no entendimento porque concordamos com ela, mas devemos aceitar por ver como elas são. O olho do entendimento é o raciocínio e o que liga os pensamentos dentro de um raciocínio é a lógica. Um pensamento no entendimento tem que ser coerente com outro. Jamais a lógica concorda com algum absurdo, ou a verdade com a mentira. O entendimento verdadeiro está ligado ao raciocínio lógico.

Que eu existo e tenho um corpo complexo é fato, agora o que o raciocínio lógico nos mostra depois disso? Me mostra que eu estou diante de uma complexidade e não posso ser obra do acaso, ou fruto do acaso, pois nem dentro de um infinito do tempo o acaso poderia montar tal complexidade como é o meu corpo. Logo, o raciocínio lógico me mostra que tenho um Criador, e se eu tenho um Criador, a pergunta lógica a se fazer agora é: porque o meu Criador me criou? É lógico que um criador não criaria para nada, e se o meu Criador me criou é porque eu tenho uma função como criação que beneficia Ele. Eu fui criado só pela minha função como criação. A minha função como criação é a razão de eu existir, assim como a escrita para a caneta ou a luz para a lâmpada.

Agora, se eu virar as costas para a minha razão de existir e fazer cara de que eu não estou nem aí para isto, o que me faço ser? Um inútil ao propósito de existir, isto é, não tenho necessidade de existir. Entendeu agora a cara que você me faz? Ou ainda não está nem aí para isto?

Por O teu espírito diz