Logicamente que todos os dias nós falamos que a bíblia é um livro de metáforas, e que todos os profetas usavam desta linguagem para escrever ou falar com o povo. E logicamente que Deus se entristeceu com as consciências de Gileade, que Jeremias as chamavam de filhas do meu povo. E Jeremias disse que Deus está quebrantado, muito triste, pelas feridas das consciências que Ele as chamavam de filha do meu povo. Deus disse que anda de luto, e que o espanto se apoderou Dele. Por isso disse: porventura, não há unguento em Gileade? Esta expressão é porque antigamente se curavam as feridas com unguentos, como cicatrizantes, ou através dos médicos que seriam os sacerdotes. E Deus ainda se pergunta: porque, pois, não teve lugar ou tempo para curar a filha do meu povo? E isto é o que nós mais cobramos hoje das consciências, tempo para elas ouvirem o propósito de Deus, pois nem o tempo que Moisés designou por lei, para buscarmos o espírito de Deus, ninguém tem.

É lógico que a palavra bálsamo se refere as resinas que as flores exalam e que se fazem os perfumes odoríficos, mas no sentido figurado do texto de Jeremias, os bálsamos ou os unguentos entram como um alívio, um conforto, ou lenitivo. E hoje nós vemos que as consciências estão no mesmo estado de degradação, como Isaías disse: desde a planta do pé até a cabeça, não há nele coisa sã, senão feridas, inchaços e chagas podres, não espremidas, nem ligadas e nem amolecidas com óleo. A vossa terra está assolada e as vossas cidades estão abrasadas pelo fogo e todos se tornaram como numa subversão de estranhos.

E é desta mesma forma que as consciências estão hoje e nós vemos que falta o bálsamo para amolecer as feridas, o óleo que são as palavras de Deus, as palavras da verdade, as palavras que doem, mas que curam, que amolecem as feridas e tira toda a infecção que há na alma e cicatrizam as feridas do coração. Nós vemos isto, como as consciências estão, e as nossas palavras são como o bom cheiro de Cristo, como Paulo disse: porque, para Deus, somos o bom cheiro de Cristo, tanto para os que se salvam, quanto para os que se perdem, para estes, certamente, cheiro de morte, mas para quem se salva, cheiro de vida.

Por O teu espírito diz