Seria muita irracionalidade de uma pessoa julgar que o Criador Deus tivesse um só povo eleito aqui na Terra e o resto seria os seus coadjuvantes. É óbvio que a condição que Deus deu a todos é igual e não só ao povo judeu, de outra forma Deus não seria justo e sim injusto. Então o verdadeiro judeu não é o nascido da carne, mas sim o nascido no coração. Deus assentou a porção do seu espírito em cada um de nós pela vida, e é neste espírito que está a geração de Deus, os filhos herdeiros da sua promessa. A consciência que andar por este espírito, é o verdadeiro judeu diante de Deus e não aqueles nascidos no despojo da vossa carne. Os judeus nascidos da carne se vangloriam por terem nascidos na comunidade de Israel, sendo eles filhos de Abraão, mas eles se esquecem que Abraão teve dois filhos, um que nasceu da escrava Agar, que representa eles nascidos na carne e que não teve privilégio algum por serem descendentes de Abraão. Mas foi dado o direito de nascermos de novo, não mais para a carne, mas para o espírito.

Este novo nascimento pelo espírito é que conta como descendência de Abraão e herdeiros de Deus, não mais o filho que nasceu da escrava, mas do filho que nasceu segundo a promessa de Deus, esta é a geração eleita de Deus. Não se estribe por ter nascido judeu na carne, pois um dia você vai morrer nela, mas se glorie por ter nascido no espírito, pois quem nasce no espírito de Deus é eterno, como está escrito: o primeiro Homem da terra, é terreno, mas o segundo Homem, o senhor, é do céu. E qual o terreno, tais também são todos os terrenos, e qual o celestial, tais também são todos os celestiais. E assim como trouxemos a imagem do ser carnal, traremos também a imagem do ser espiritual, e é neste ser espiritual que devemos nos gloriar e não no ser carnal que morre. De que vale ao judeu se gloriar na carne e morrer nela? Aquele que se gloriar, glorie-se no espírito de Deus e não na carne.