Eu sei que foi a carne que produziu a consciência, sei também que a consciência é ligada a carne como um fruto natural, e até a carne morrer de fato, a consciência vai senti-la. Mas dentro do propósito de Deus, só se fala em luta, como Paulo disse: segundo o homem interior, que é o espírito, eu tenho prazer na lei de Deus, mas vejo nos meus membros, que é a carne, outra lei que batalha contra o meu entendimento, e que me prende debaixo do pecado. Eu sei que na minha carne não habita bem algum, e, com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem que quero, mas o mal que não quero, este faço. E se faço o que eu não quero, consinto com a lei que é boa. E Paulo nos lembra, que só com a morte literal da carne, esta luta chega ao fim.
Então, a batalha que as nossas consciências têm contra a carne é constante e contínua, eu até a comparo com a gravidade, que se vacilar frações de segundo, cai. Mas aqui vão alguns textos bíblicos para nos encorajar nesta luta, para que não desfaleçamos: combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé, e desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas também a todos que amam a sua vinda. Neste mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. Elias também tinha as mesmas paixões que nós, mas ele orou a Deus e Deus o ouviu. Davi, como um homem comum, também errou, Noé também fez o mesmo, Moisés se irou. Eu não quero dizer com isso, que devemos errar também, mas lutar como eles e não se entregar ao inimigo. Não podemos ser libertinos, mas guerreiros. É nítido ver a diferença entre uma consciência guerreira de uma libertina. A consciência libertina usa dos erros dos outros para se justificar nos seus, mas o guerreiro usa dos erros dos outros para se corrigir, para não fazer igual.

Por O teu espírito diz