A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora, mas depois de ter dado à luz a criança, já não se lembra da aflição, pelo prazer de haver nascido um Homem no mundo. Eu passei por isto, estava dentro da lei da procriação, pratiquei o princípio e quando descobri que estava grávida foi a maior alegria, mas ainda não sabia o que estava por vir. Os dias foram se passando e a metamorfose foi acontecendo e o novo ser se desenvolvendo dentro de mim, e a cada mês que passava, um sentimento diferente, era enjoo, dores aqui, acolá, e quanto mais se aproximava a hora do filho nascer, mais a angústia apertava, um sentimento de tristeza e ao mesmo tempo de felicidade por saber que estava próximo de ver o filho assim como ele é. Pronto, nasceu, ver aquele serzinho tão perfeito, tão meigo, que a tristeza, a angústia e a dor ficou esquecida, e a alegria tomou conta de mim por  ter trazido um filho ao mundo.  Se o nosso nascimento para o que é transitório já foi glorioso, muito mais será em glória o nosso nascimento para o que é eterno.

Temos em nós, a carne, o espírito e a consciência, sabemos que a qualquer momento esta carne será ceifada pela morte, o espírito a vivifica para que ela produza a consciência, que é o fruto do interesse de Deus, e é nesta consciência que gestaremos o filho de Deus. Jesus disse que para herdarmos o reino de Deus devemos nascer de novo, isto é, nascer no espírito, e todos nós temos esta possibilidade, pois este espírito é o sêmen de Deus em nós, devemos coabitar com Deus através da sua palavra até chegarmos no gozo do entendimento, sendo assim, o espírito será inseminado na consciência e a partir de então começa o processo da purificação, onde o próprio espírito vai purificar a consciência de tudo, vai desligá-la de todos os sentimentos que temos para que esta metamorfose aconteça, que no caso, é deixar o ser carnal e assumir o espírito por nossa consciência. A cada sentimento da carne que a consciência se desliga, vem os sentimentos de dores, de angústia, até que chegue o desligamento por completo e não fique nenhuma raizinha para que venha brotar e nos derrubar.

Temos que nos tornar almas para que o filho cresça até a estatura completa do novo ser e por fim o nosso nascimento para o que é eterno. Imagino desde já o prazer e a glória que será, me ver no espírito assim como eu me vejo hoje pela carne, isto será a minha glória eterna.

 

Por Rozivane Pereira