Ouço de longe os ais dos lamentos, um choro que não escorre na face, guardado as sete chaves na alma, trancafiado naquele nó da garganta.
A linguagem do entendimento é constante e se mostra em cada paisagem, no girar da bolha flutuante, no dia a dia, na natureza e na voz do nosso silêncio. Muitos desejam gritar, mas a desilusão levou sua voz, apagou seu brilho, atingiu seu coração, fez perder o tino, o rumo, a direção e a paz.

As almas estão aflitas e os olhares pedem socorro, quero servi-las com sabedoria e repartir momentos de amores, onde a compreensão se aloja abrindo a porta de cada cela, deixando a tristeza e o passado enterrado nessa terra. O uivo do vento reverbera, anunciando que é chegada a hora, é o ápice dessa esfera, tempo de rever os conceitos e os passos da própria trajetória. Enxergar-se no espelho da alma, conhecer a interna imensidão, cuidar e zelar da consciência, vasto campo de manifestação. A verdade ecoa no ar, sua semente já foi lançada, com ela vem o transformar, a bonança dessa estrada.

Por Michele Mi