Estabelecer uma relação mútua, que expressa a mesma maneira de pensar e de agir, supri alguém num momento difícil, recíproco, que expressa a dependência, como: você me ajuda que eu te ajudo. Unidos pela mesma causa. Estes são os olhos de amor, da compreensão, da reciprocidade, como quem diz: eu te supro nas suas necessidades e você me supre nas minhas. Mas geralmente, não é isto que acontece no mundo, nós não vemos estes olhos de amor, mas só o de quem pode mais chora menos, ou na pior das hipóteses, os olhos do toma lá dá cá. Dividir o que é seu, eu entendo, mas dividir o que é meu, não consigo entender, isto é, naquilo que você pode me ajudar, eu entendo perfeitamente, mas naquilo que eu posso te oferecer, nem passa pela minha cabeça. Estes não são os olhos do amor, mas são os olhos do interesse. O que é meu, é meu, mas o que é seu é nosso.

O Criador nos olha com os olhos do amor, pois o sistema que Ele criou é de igualdade. O mesmo sol que nasce para um, nasce para todos. O mesmo ar que um respira, todos respiram. Este mundo foi criado para todos, os alimentos também, o espírito que Deus nos assentou pela vida, é igual em todos. O objetivo que Ele tem por mim, tem com todos, a vida infinda foi prometida a todos e não só a alguns. Não existe nenhum tipo de acepção em nada e o mais espetacular disso tudo é que Ele colocou tudo isto em nossas mãos, e não obrigou a nossa consciência a nada, mas cada consciência pode escolher o que quer para si, inclusive como quer passar sua eternidade. Cada consciência tem o poder do raciocínio para enxergar, ponderar, determinar, agir e fazer suas escolhas e que faça isto consciente e incline-se em tudo ao lado do bem.

Por Michele Mi