Vamos falar agora de um ritual, que se faz nas igrejas, chamado de santa ceia do senhor, que não tem valor nenhum se não entendermos a sua essência. Paulo disse: não podeis beber do cálice do senhor e do cálice dos demônios, não podeis participar da mesa do senhor e da mesa dos demônios. O entendimento é fundamental para participarmos da ceia do senhor, como Jesus disse: porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. Eu vos pergunto, meus queridos, o que é que veio de Deus e já nos dá a vida?

            Então meus queridos, este espírito que nos dá a vida é o pão que veio de Deus, e o vinho é a vida que ele nos dá. Aquele pão e aquele vinho que se tomam nas igrejas não é de valor algum senão para a satisfação da carne, pois depois de comido eles são escusados no banheiro, mas a verdadeira comunhão em Cristo é reconhece-lo em nós mesmos e nos nossos irmãos, e o vinho é andarmos por ele. Mas comer pão, beber vinho na igreja e andar pela carne, este é o culto aos demônios. Paulo disse: se vivemos pelo espírito, andemos também por ele. De que vale comer aquele pão da ceia e beber aquele vinho e andar pela carne? Fazendo isto, as consciências estão sujando ainda mais o nome de Deus e não o honrando. A verdadeira comunhão em Cristo é andarmos pelo espírito que Deus nos assentou e não só comer aquele pão e beber aquele vinho fermentado nas igrejas. As ceias nas igrejas não são de valor algum senão para impressionar a carne, para dizer que está em comunhão com Deus, mas a comunhão com Deus não se faz dessa forma, mas como Jesus disse: Deus é espírito, e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. Andar pelo espírito é a verdadeira comunhão em Cristo. Jesus também andou por Cristo, que é este espírito que já nos dá a vida, este é o Cristo que veio de Deus a nós, a unidade do corpo de Deus. A consciência que não se fizer participante do corpo de Deus, não tem nenhuma comunhão em Cristo, pois como pode uma célula do mesmo corpo divergir entre si? Afinal de contas vós comeis na mesa de Deus ou na mesa dos demônios?