Alma que vive de fantasia
Não anda com os pés no chão
Flutua em meio a utopia
E aniquila a razão

Campo vasto é a alma
Ideologias e confecções
Mas seu estado é oposto a calma
Por ir atrás das ilusões

Não adianta fugir da verdade
Isto seria para a própria perdição
A tão sonhada liberdade
Está no profundo do coração

Mas a alma deve ser sóbria
E caminhar com a coerência
Usar o raciocínio lógico
O olho da nossa consciência

Enxergar tudo às claras
Como as coisas realmente são
Assim verá a joia rara
Que habita em sua imensidão

Desperte ó alma desse sono
Enquanto a luz está raiando
Deixe a vida reinar o seu trono
Não despreze seu tempo sonhando

Quem muito dorme no pó
Não alcança a sabedoria
Seu clichê é a nota dó
Não enriquece sua harmonia

Assombra-se com seus fantasmas
Paranoias cirandam em visões
Abra as janelas de sua casa
Deixe adentrar a compreensão

Por Michele Mi 
Tema: Márcia Rocher – Apucarana / PR