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Aba, Pai!

Conheço-te em meu coração, busco sua tez em minha feição, um reflexo vivo que perambula em minha imensidão, divino Senhor, mergulha em minh’alma, ilumina toda escuridão. Venha ser o que quer em mim, consciente, presente, sem fim, dono dos céus, Rei do infinito, querido Pai, espero ser seu querido filho. Há muitas coisas das quais preciso transformar, mas tenho seus ensinamentos em minha história, não esqueço de sua voz guiando meu caminhar, escrevo seus dizeres em minha trajetória. Escolhas, escolhas que precisam ser feitas, escritas, tomadas, escolhas leves, poucos conhecem, mas que vivem em nosso âmago, a opção de ser quem é, nos braços celestes, como herdeiro, como filho, perene.

Não sou nada sem ti, querido Pai, não serei nada sem ti, querido Pai, a eternidade é vazia, os dias cinzas, as noites frias, sem ti as histórias são rasas, a alma perdida, sem ti o tempo não ensina, ele machuca, sem ti as flores não nascem, elas murcham, sem ti nada é, sabedoria infinda, sempiterna, corre pelo campo, colore a triste tela, abre as celas, constrói coisas belas. Querido Pai, abro minhas portas para ser por mim, para morar em meu coração, e preencher o abismo que o mundo causa, para viver, para conscientizar-se, e assim seremos um, um corpo, duas metades, perfeita simetria, uma única verdade. Liberte-me das raízes que criei, curarei as feridas que deferi em meu coração, até estar irrepreensível aos seus olhos, e ideal para sua habitação, e assim será por mim e eu por você por toda eternidade, querido Pai!

Por Luiza Campos 

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