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Estações da vida

O amor não se barganha, mas enobrece. Constrói pontes invisíveis no infinito e, em tudo, ele tece. As estações da vida passam sem que o coração perceba que tudo ao seu redor floresce ao seu tempo, mas logo murcha, cedendo lugar à desilusão. O tempo é ilusório para quem se perde dentro dele. Mas quem se faz eterno segue a vida, pois a eternidade será sua morada permanente. Os traços da vida revelam as cicatrizes que se carregam no coração; pois, em meio às lutas travadas, compreende-se o significado da revolução que o amor provoca. O amor não emite som, mas se declara no olhar. Num simples gesto do coração, é capaz de tocar cada lar.

O que transparece em cada indivíduo denuncia o que guarda em seu interior: se o calor da vida ou o gelo do inverno que transmite a dor. Nas profundezas de cada lar, a vida manifesta sua ação, mesmo quando os olhos não enxergam, ela continua estendendo as mãos. Porque o saber é singular, e é uma essência única que conduz a vida, mostrando que a beleza habita o simples, pois o essencial não precisa de alvoroço para que mostre sua real evidência.

Por Ítalo Reis