Terra árida, campo infértil, ventre venenoso que gera a desonra, consciências insanas não reconhecem a si mesmas, não sabem o poder que teriam ao lado do espírito de Deus e nem imaginam o que estão prestes a perder, são inúteis à própria existência, fecharam a porta do saber enjaulando dentro de si o êxodo, viraram as costas para o Senhor, nem as tempestades do engano as fazem acordar para a vida, não largam o Egito e sentem prazer na escravidão, são condicionadas a morrer na solidão. Consciências tolas se alinharam ao profano dando adeus a salvação, seu ventre cheira a morte, pois plantaram a maldição em seus corações.
Ventre oco, consciências predestinadas a penarem no eterno deserto, suas terras estão arrasadas, frutos ressecados pela ignorância, nada vinga neste lugar só a vergonha paira em seu âmago, os seus desejos ardentes são como de prostitutas que anseiam sorvar com o primeiro que passa, amantes da traição, pisam o vindo de Deus sem pudor, banqueteiam com as trevas, comemoram a própria queda sem pensar, fazem da casa do Senhor um cemitério abandonado que exala sangue e dor, ventre venenoso contaminado pelo adultério, se deitam com o maligno e ainda contam com a sorte sem perceber que sofrerão eternamente com o dano da segunda morte.
Por Milena Gomes