A mente humana é muito pequena em relação à razão da vida; ela não sabe nada a respeito, não busca saber, e, como diz um ditado, tem raiva de quem sabe. Tanto a ciência humana quanto as religiões se apegam muito nesta vida carnal, mas será que eles não veem que este corpo carnal vai deixá-los e, depois, o que as consciências vão fazer sem um corpo para se manifestar? É tolice a consciência se apegar em uma existência que não tem vida, como Jesus disse: “O espírito é o que vivifica, a carne não se aproveita para nada.” Todos já sabem que este nosso corpo carnal um dia vai estar dentro de um caixão. Por não ver o espírito dentro de si mesma, a consciência se agarra neste corpo carnal, mesmo sabendo que ele vai morrer. Eu julgo assim: é como alguém que, caindo em um precipício, se agarra em qualquer coisa que vê pela frente para evitar a queda, mas, de todo jeito, a carne vai morrer. As nossas consciências devem se agarrar no que é eterno e não no que vai morrer; a vida eterna está no espírito e não na carne, e o espírito já está em nós pela vida. Acontece que, por falta de conhecimento, a consciência não considera o espírito de Deus dentro dela e, como diz um ditado, vai morrer na praia. E mesmo eu falando do espírito e do propósito da vida todos os dias para as mesmas consciências, elas não conseguem deixar a carne pelo espírito. Vão até a morte com a carne, caem no vazio eterno e não creem o suficiente no espírito para deixarem a carne, não sentem que estamos dentro de um propósito sábio. Sentem que vão morrer na carne, mas não conseguem sair disso, não veem que não temos outra opção: é acreditar no espírito ou vazio eterno sem volta e sem perdão. Onde as consciências julgam que vão sair fora do espírito de Deus?
Com certeza absoluta, no vazio eterno, pois este corpo carnal vai morrer e não terá mais volta. O que não dá para entender é o porquê as consciências se pegam tanto assim nele; pode ser bonito, interessante, elegante, o máximo, mas vai morrer, chegou a hora, não tem o que fazer. Não tem outra opção para as consciências: é acreditar na metamorfose existencial interna dentro delas ou perder o corpo carnal e caírem no vazio eterno sem volta e sem perdão. Chega uma hora que não dá para reverter, a única opção é acreditar na transformação e seguir adiante ou interromper o ciclo da vida. O único caminho sábio a seguir é o caminho do raciocínio lógico, e foi através deste caminho que eu cheguei à compreensão da razão da vida; já fiz muitos textos falando sobre este assunto. No caminho da vida não pode haver absurdos como nas religiões; a relação entre um criador e sua criação não pode ser de afetividade, mas de função; não é o Criador que faz as vontades da criação, isto não tem lógica, mas foi a criação que foi criada para fazer a vontade do criador, e por aí afora.
Por O teu espírito diz