O sentimento vazio de não pertencer, buscar compreensão e não encontrar, olhos perdidos em um mar de informações, e desta forma o silêncio recai sobre o tolo, por não haver som, visão, por não haver o que é próprio do coração. Muito se falam da compreensão, mas não conhecem sua hermenêutica, os ensinamentos celestes ficaram esquecidos, e o tempo da vida tornou-se asneira. Correm na contramão e apostam aonde irão chegar, mesmo não sabendo seus destinos, andam cegos no entendimento, contando os risos do abismo, apavorados, encontram-se neste estado, apavorados pelo desconhecido, por suas ilusões, por seus estados sombrios. Peço que a luz venha a minha alma, e pelo menos meu caminho ilumine, pois o tempo por aqui é raso, nada traz, nada preenche, este caminho é assim, não há o que fazer, deixar os mortos cuidarem de si e eu cuidarei para viver. Encontrar-me é a premissa, o restante me banhará naturalmente, pois o caminho só começa depois de encontrar meus pés, firmá-los na base viva, para colocar-me a caminhar. Nada se ganha com pressa, nada alcança com asas quebradas, só entenderá que a cura é certa, quando enxergar cada promessa, e entender que a vida te busca a mais tempo do que si mesmo, é só esperar amanhecer, que tudo já está feito.
Por Luiza