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As marcas do tempo

As marcas do tempo deixaram lembranças, Nuances que marcaram a trajetória da sua infância. E com o passar deste tempo, Amadureceu a criança. Chegou o tempo jovial e com ele as marcas, Lembranças vazias que te machucavam, Um processo contínuo na alma E talvez um pouco doloroso. Mas tudo foi necessário para mexer com o seu interno. A vida passava e as coisas não fluíam de novo, E se via desconsolado em seu destino cruel, Mas a vida sempre sorria e fez o seu papel. As noites frias, sozinho em seu leito, Queria ouvir as respostas dos céus, Para poder concluir uma confirmação: Se tudo que enxergava era verdade Ou apenas uma mera contradição. Os tempos passaram e eu pude perceber O que meus olhos enxergaram por si mesmos.

Poucos tiveram o privilégio de ver E de poder se envolver para compreender. Toda a minha trajetória foi marcada por um acontecido, Todas elas me ensinaram a ser forte Para que eu seguisse o meu destino, Sem poder criar nenhum desvio E nem contar com a sorte. O amadurecimento me forjou, O conhecimento me transformou, A luta, por vezes, meu fardo pesou, Mas eu nunca me abalei com a dor. Os tempos passaram e continuo aqui, Quieto, moldando-me em silêncio, Para que eu possa reverter todas as lutas E ganhar asas para ser livre, Como os pássaros que voam no compasso do vento.

Por Ítalo Reis