Tem consciência que até diz compreender o propósito da vida, mas não toma nenhuma atitude prática, não faz menção do Senhor e nem do seu propósito, e ainda se junta aos ímpios para banquetear com suas orgias demoníacas. O que esperar de uma consciência dessa para o proveito do propósito da vida? Ela não consegue nem separar o santo do profano e quer aproveitar a vida deste mundo, será que ela terá alguma chance com a vida eterna do espírito? A consciência ainda não se deparou com a troca do ser, deixar a carne pelo espírito. Na verdade, não acredita o suficiente no espírito para deixar a carne, não fica firme como que vendo o invisível. Só acredita no que está diante dos seus olhos, não vendo nada pelo entendimento, não vê a parte que falta do propósito da vida pelo raciocínio lógico. Não percebe a complexidade dentro do que está, mas vive à revelia dos seus pensamentos, como se fosse o sabichão e que descobriu o sentido da vida. Mas como está escrito, não sabe que és um desgraçado, miserável, pobre, cego e nu, só terá esta vida aqui do mundo cheia de infortúnios, frustrações e um nó na garganta. Nós já estamos dentro de um propósito sábio, e já existe uma vida plena e verdadeira à nossa espera no reino do céu, mas para chegarmos a esta vida eterna, temos que passar por uma metamorfose dentro da consciência.
A nossa consciência precisa trocar de existência, a carne pelo espírito, pois na carne todos nós já sabemos que vamos morrer e com ela não vamos muito longe. O espírito de Deus já está dentro de cada um de nós pela vida, a troca das existências é interna, dentro da consciência, aqui de fora conseguimos ver só as atitudes da consciência. João, o batista, cobrou de nós frutos dignos de arrependimento, isto é, atos que mostram que de fato acreditamos no propósito da vida e no espírito de Deus. Mas se a consciência não consegue se desligar da carne e não tem nenhum ato em prol disso, mostra que é fraca ou não acredita que o propósito da vida seja este. Não basta crer no espírito, mas tem que haver alguma atitude que mostra que a tua consciência quer realmente a vida eterna do espírito, como Tiago disse: a fé sem as obras é morta.
O teu espírito diz