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A Esperança de Si Mesmo

Como poderei perder a esperança de mim mesma? Não o farei. Sempre lutarei por minha cura, Combaterei minhas agruras, Pois não aceito uma história marcada por rasuras. Todos os dias minha força é provada, Sinto minhas fraquezas pulsando pelas veias… Mas a esperança me acena, E eu lhe aceno de volta. Não a perco de vista. O meu desejo é que em mim consista a perseverança; Anseio por minha criança, guardada no peito, Com a essência de quem deseja ser puro De tudo o que há no mundo e corrompe os sentidos. Desejo o meu transformar, Mesmo quando me decepciono com minhas mãos; Meus pés estagnados não contribuem, Mas meu coração continua batendo, Anunciando que a esperança ainda não morreu.

Minha confiança grita — e me acorda para prosseguir. Bem disseram que, enquanto há vida, há esperança. A pulsação me traz uma excelente perspectiva, Ensina-me sob uma ótica ponderada Que há uma saída alojada dentro de mim. É a vida. Sim, a vida é a saída, Tão explícita que acabou confundida, Contundida por não compreendê-la de forma erudita. Pois a vida carrega sabedoria sem esforço; Em silêncio, ela se anuncia. Cada um deve conduzir a esperança para dentro, Tê-la por aliada, fazê-la inspiração Para que a metamorfose enfim aconteça. A esperança é a brasa que se acende para a renovação: Sem luta não há vencedor, Sem esforço não há ganho, Sem esperança não há mudança, E sem amor… não há consolo.

Por Patrícia Campos 🌺

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