As cores da vida vibram e colorem todo o céu azul-anil, mostrando como a imensidão é infinita dentro de cada coração. É lá que se separam as paletas entre o que é vida e o que é cinzento, mórbido. A vida se revela com clareza e transcende toda a sua beleza natural sem precisar se exibir. Já aquilo que é apenas aparente insiste em mostrar o que não próspera, o que se desfaz em pó e não prevalece na eternidade, ficando pelo caminho, lançado em qualquer cova. A vida é radiante. Não há como dimensioná-la; só podemos apreciá-la e fazer parte de sua grandeza quando entendemos o seu verdadeiro valor. Porque, por si só, a vida é valiosa e quem a perde jamais a encontrará novamente. Não haverá outra chance de fazer parte do seu todo, e sua alma se desfará com o pó por toda a eternidade. É um fato: todos estamos dentro disso, a verdade está sendo declarada para que todos ouçam e se posicionem, pois esse é o propósito da vida, buscar a parte que falta para completá-la. E nós, consciências, sabemos que somente ela pode nos integrar a essa imensurável grandeza.
Contanto que não se limite nem se sujeite ao opróbrio, o ser permanecerá dentro daquilo que a vida nos mostra e ordena. Somos um conjunto entrelaçado, mas cada um possui seu papel. Ninguém faz nada sozinho, porém é necessário que o Senhor guie os passos em direção ao norte, ao alvo: a vida eterna. Às vezes, o caminho parece difícil, cheio de pedras e obstáculos que parecem impossíveis de superar. Mas aquele que anda pela fé e pratica obras dignas atravessa até o vale da morte e sai ileso, sem dano algum na alma. Por isso se diz que a fé é um princípio: quando ativada dentro de nós, passamos a enxergar de outra forma. Não caminhamos mais com temor, mas seguimos confiando naquele que nos fortalece nesta estrada da vida.
Por Ítalo Reis ![]()