O calor do sol tocou minha pele, lembrando-me que sua luz ainda paira por aqui, levou-me ao céu com seu esplendor, mostrou-me o que viria ao porvir. A liberdade é fascinante, a liberdade é viciante, poucos conhecem sua tez, mesmo todos tendo a semente, mesmo que todos acham que a sente, poucos a tem. Uma carícia, levada pela leveza do vento, dança pelo corpo sincero, aquece quem se junta com o eterno.
É belo, vivo, é grandioso seu ofício, apenas aguarda, espera sua simetria guardada, sua metade, uma pena que a maioria não sente, não entende, não enxerga a verdade, a carícia do vento se torna um resquício de felicidade, até nem isso mais perceberem, e ficarem apenas com a infelicidade. Há apenas um caminho para trilhar, e há dois destinos que pode vir a encontrar, quem se encontra parado, mingua quando o tempo acabar, mas quem caminha ao lado da vida, será com ela pela eternidade. Foi o Senhor quem me disse, foi o vento que sussurrou, a paz se encontra tão perto, mas todos buscam onde os olhos não alcançam, buscam nas riquezas mundanas, nos bens vazios, nos tesouros opacos, esqueceram que o Senhor é quente, vivo, e que tudo o que acumulam é frio. Foi a vida quem me contou, mas ninguém acreditou, o tempo um dia se findará, e qual história montou?
Por Luiza