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Desarmar o coração!

Existe um dito popular, uma expressão que diz que “o coração é uma bomba relógio prestes a explodir”! Logicamente que tal expressão refere-se ao órgão coração, responsável por bombear e distribuir o fluxo sanguíneo, que dita o ritmo cardíaco, que é inspiração para os poetas. Em analogia, o coração é a consciência que o humano produz, onde armazena a ciência de tudo aquilo que seus olhos alcançam, o conhecimento, o entendimento, o discernimento, assim como os sentimentos, sejam bons ou maus, sendo também onde se proliferam, enraizam, ramificam. O coração, consciência, do homem é o lugar de repouso de Deus ou deveria ser! O entrave acontece, pelo fato de (a consciência) gerar em si apenas acúmulos carnais e se diz que Deus “não se mistura, não faz conchavo com a carne”! Ao compararmos a consciência com uma bomba relógio, afirmamos o quão destrutiva pode ser quando a única relação for com a existência carnal, embora a de animo dobre também se coloque da mesma maneira, se arma, explode e destrói a si mesma, causando para si o dano irreversível da segunda morte, sendo assim a eterna.

Desarmar o coração, consciência, é varrer para fora do interior todos os sentimentos nutridos que nos afastam da presença de Deus e consequentemente da eternidade com vida, pois como diz as escrituras sagradas somente “os limpos de coração verão a Deus”. Às vezes, pode-se dizer na maioria das vezes, a consciência se arma, não com a armadura de Deus para se defender do engano que a rodeia, mas com o próprio engano, colocando-se constantemente em autodefesa, vestindo-se com as armas da carne, com as amarguras provenientes desta (rancor, orgulho, ódio, ressentimento) e coisas semelhantes a estas. Desarmar o coração é render-se, é deixar o espírito santo falar, guiar, transformar, restaurar, pois “perto está o senhor dos que tem um coração quebrantado”! Em suma, um coração consciência “armado” é uma prisão prestes a explodir; o coração consciência “desarmado” é um altar onde a vida eterna pode residir. À começar em mim!

Por Lo Xavier

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