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Epifania

A palavra epifania vem do grego epipháneia e significa manifestação, aparição ou revelação. O termo é amplamente utilizado em contextos religiosos, filosóficos e também na linguagem cotidiana para descrever uma descoberta súbita ou um momento de profunda inspiração. Já lhe aconteceu encontrar, de repente, a resposta para diversos problemas do dia a dia? Dívidas, trabalho e tantas outras dificuldades parecem, em determinado momento, ganhar uma solução inesperada. Porém, poucos têm a epifania da vida. Muitos, ainda na infância, encontram a morte pela primeira vez e se perguntam: o que aconteceu? Para onde aquela pessoa foi? Por que ela teve que morrer? No entanto, quase ninguém recebe uma resposta verdadeira para essas perguntas. Em vez disso, a criança é consolada com respostas confortáveis: “Aquela pessoa foi para o céu”, “Papai do Céu a chamou”,

“Agora ela está em um lugar melhor”. Essas respostas, muitas vezes, servem mais para consolar quem ficou do que para responder às inquietações da alma. Mais tarde, chega a crise de identidade, as perguntas retornam com ainda mais força: por que eu existo, se um dia vou morrer? De que adianta correr atrás de tudo o que este mundo oferece, se um dia terei que deixar tudo para trás? Mas essas dúvidas costumam ser abafadas pelas mais confortáveis mentiras, capazes de aliviar momentaneamente a consciência. O Espírito de Deus chama o ser humano inúmeras vezes ao longo da vida, despertando-o para algo maior. Ainda assim, poucos têm a epifania de compreender o verdadeiro motivo de sua existência. E, quando alguns descobrem que precisam abandonar a velha maneira de viver para andar segundo o Espírito, frequentemente recuam, preferindo o conforto da carne. A verdade, por si só, dói, mas é justamente ela que cura. Já a mentira pelo contrário, apenas adia o sofrimento, fazendo-nos perceber o tamanho da ferida quando já não resta tempo para tratá-la.

Por Luiz Gustavo