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Estimularmos uns aos outros

O maior estímulo que podemos ter é o desejo, àquilo que almejamos, não medimos esforços para conquistar. Certo que podemos ser estimulados por terceiros em determinados momentos, mas, mesmo que o sejamos, não saímos do lugar se realmente não quisermos alcançar tal objetivo. Qualquer coisa que fizermos de forma forçada — mesmo que traga resultados — não é uma conquista por prazer, mas por imposição. Tudo o que é forçado não é natural, não nasce da livre e espontânea vontade. Quando alguém tem algo como objetivo e quer aquilo mais que tudo, com desejo profundo, mesmo tendo de se sacrificar, sacrifica-se com gosto. Nem sente o peso desse sacrifício por projetar algo maior, algo que coloca acima do suplício. Não sente o cansaço; o que quer conquistar passa a ter maior valor que qualquer dor. Dizem por aí querer a vida eterna, falam em estar na próxima etapa da vida e em se encontrar com Deus, mas ninguém quer trilhar o caminho que nos conduz a esse objetivo.

É preciso renunciar a si mesmo por amor a Deus, deixar tudo e todos, arrancar qualquer apego que temos por coisas e pessoas deste plano material e desligar-nos de tudo o que aqui nos traz prazer. Diz-se que aquele que não deixar pai, mãe, filho, filha, esposa, esposo, amigos, trabalho, sonhos materiais e objetivos neste mundo por amor a Deus, não será digno d’Ele, porque Sua existência é espiritual e não há conciliação entre Deus e a matéria. Há muita confusão sobre isso: julgam que o amor de Deus é igual a esses sentimentos de posse, sentimentos mesquinhos. Confundem amor-próprio com egocentrismo, e assim o entendimento fica distante, a sabedoria se afasta e os olhares vão se envolvendo com as ilusões. Devemos nos estimular, sim, a anunciar o quanto precisamos nos inclinar às coisas espirituais, ao sentimento puro e à intenção cristalina que devemos ter diante de Deus. Temos que falar mais do quanto sentimos a vida, do tanto que ela nos ensina, nos estende seu braço e nos fortalece em seu laço — um laço eterno, que nos abraça com sinceridade, que nos irradia por sua verdade e nos oferece a liberdade de escolhermos estar com ela. Por opção, por compreendermos que sem ela não somos nada e que ficaremos no meio da estrada, jogados ao vento e perdidos no tempo que um dia se finda. O estímulo deve partir de cada um, ao observar em si o caminho que deve seguir. Pois, sem a vida, tudo será triste; mesmo que sejamos eternos, sem ela seremos eternos no nada. Com ela, simplesmente seremos vivos e eternos.

Por Patrícia Campos 🌺

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