O nó aperta na garganta
As palavras sufocam no peito
Na face deságua o choro, como de criança
Desabafando a alma do sujeito
Quantas máscaras escondem
A tristeza das consciências
Bocas se calam, não respondem
Deixando no ar reticências
Império efêmero e medonho
Aprisiona, encarcera e escraviza
Liberdade? Apenas em sonho
Realidade vivida, martiriza
Tic tac da bomba relógio
Remoendo a alma sem cessar
Sentimento crescente do ódio
Grito preso prestes a estourar
Mas não adiantará gritar
Os ouvidos estão embotados
Melhor remédio para se curar
No interno já está guardado
Se não houver compreensão
Do caminho a ser trilhado
Não libertará o coração
E de si mesmo será escravo
Sentimentos perturbadores
Regados pelas próprias mãos
Aplaudidos por expectadores
Inimigos da vida e da razão
Tic tac da bomba relógio
Remoendo a alma sem cessar
Sentimento crescente do ódio
Grito preso prestes a estourar
Por Michele Mi❤️
Tema sugerido por Maria Lucia