Primeiramente, há guerra interna quando se deseja a vida eterna, porque, quando não, não se instala a guerra; porém, já se encontra derrotado. É preciso vencer para se encontrar com a paz. Somente depois de derrotarmos todos os nossos inimigos internos conseguiremos fincar a bandeira da paz em nossos corações. Daí sim, a bandeira branca ficará dançando ao vento. Não há vitória sem luta, e a luta é justamente em eliminarmos toda a impureza (carne) que se instalou em nossos corações. Porque, para ultrapassarmos a barreira do infinito, saindo do plano material e adentrando o plano espiritual, precisamos derrubar esta parede que nos separa de Deus.
A carne sim, nos separa do amor de Deus; ela que não nos deixa compreender, de fato, o que Deus quer de nós, justamente porque impõe seus próprios desejos em nossas consciências. Acabamos, por falta de entendimento, obedecendo-a, e isso nos enfraquece na luta. Porque a nossa vitória consiste justamente em deixarmos de realizar os desejos da carne e passarmos a realizar os desejos do espírito do Senhor. É uma batalha interna e requer desejo de vencer. Está tudo em nossas mãos; basta segurarmos firmes a espada da justiça e sermos justos diante de Deus, realizando a Sua vontade e não a nossa. A guerra é constante, mas, se nos colocarmos nas mãos de Deus, venceremos e nunca seremos confundidos por Ele. Ele é a nossa força e, por Ele, teremos a paz que tanto almejamos.
Por Patrícia Campos
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