Quem terá a sua memória se nem ao menos a reconheceu? A vida que viveu foi a vida provisória, da eterna se perdeu. Não conseguiu criar memórias com a vida, porque nem ao menos teve o prazer de sentir o seu gosto, apenas viveu por viver e no fim a vida não sentiu seu mosto. Era para ter sido consumida pela vida, desfrutado como uma uva proveitosa, no entanto uma vida inteira sofrida, julgando-a deleitosa, não soube o que fazer para criar memórias com ela, e ficou apenas tirando fotografias julgando que seria lembrado, mas a vida foi embora sem memórias suas e você nem ao menos a conheceu.
Memórias da vida ficaram no esquecimento, a verdadeira vida não precisa de memórias, por ela se vive por todo o tempo, até depois que o tempo não é mais contado, se torna eterno junto com ela. A vida verdadeira não se vive apenas por este espaço de tempo que ficamos aqui neste mundo, aqui só é um trampolim para irmos para a próxima etapa da vida, quem não ultrapassa a linha tênue do infinito não viverá, sofrerá o dano da segunda morte, porque a primeira é inevitável, mas caso se unifique a vida, serás uma com ela, e assim criará memorias infinitas e nem terá essa necessidade porque vai viver a sua liberdade e cada momento ficará gravado no coração.
Por Patrícia Campos
Tema sugerido por Kátia