Eu parei para me olhar internamente,
Com um olhar profundamente introspectivo,
Cuidando da minha alma com zelo,
Para me encontrar neste labirinto
E ir em busca do meu destino
Por vezes, chorei em minha caminhada,
Pois não sabia como me encontrar.
Bati em tantas portas
Que não eram o meu verdadeiro lugar
Compreendi, com o passar do tempo,
Que tudo estava em seu devido lugar;
Era eu quem não se enquadrava por dentro
E vivia buscando me justificar
Andei perambulando por caminhos
Sem me atentar à voz da razão
A desordem dos meus pensamentos
Fez morada e feriu meu coração
Até que, em determinado instante,
Pude me enxergar e refletir:
Aquilo que carreguei dentro do peito
Cresceu tanto que chegou a me ferir
E agora, ao contemplar minha trajetória,
Não posso corrigir aquilo que passou.
Ficaram marcas em cada página,
Que moldaram quem hoje sou
Por vezes, a dor nos machuca,
Mas também nos ensina a compreender
Pois o silêncio nem sempre é derrota,
É aprender, na solitude, a se desenvolver
A vida passa depressa,
E não precisamos carregar tanta dor
Desatar laços, desprender sentimentos
É permitir que a alma encontre o aconchego do amor
Somente o amor nos ilumina por dentro,
Deixando o brilho da vida reluzir.
A pureza deve ser o nosso intento,
Para que Cristo possamos refletir
Repelir o que vem de fora
E afastar aquilo que não nos pertence
Contemplar a vida que em nós aflora,
Para que sua essência permaneça presente
Por Ítalo Reis