Sabemos que é do Homem a necessidade em contar e contabilizar o tempo! Conta a história que, nos “séculos XII e XIII , os monges construíram alguns do primeiros relógios totalmente mecânicos, com o objetivo de contabilizar o tempo gasto em seus afazeres eclesiásticos, e os relógios lhes permitiam fazer isso com mais precisão e disciplina, aproveitando assim melhor o tempo.” Dizem que “o tempo é dinheiro “, por conta do frenesi que a carne impõe à consciência e esta se deixa sucumbir, faz do amor ao dinheiro o centro de sua confiança e por isso o tempo tornou-se algo mercantil e escasso, ora são escravizados por ele, ora o matam com coisas vãs, cometendo ainda que inconsciente, um suicídio em parcelas cotidianas. O tempo é um recurso esgotável, e sobre o tal, Paulo recomenda que saibamos aproveitá-lo bem, pois os dias são maus. Dia desses escutei uma canção que dizia: “o tempo é moeda que gastamos sem saber o saldo”.
Coloquei-me a pensar e logicamente comecei fazendo um paralelo entre o propósito de Deus e o propósito da criação, que parece ser de não ser único com seu Criador, haja visto que só se dão conta da preciosidade do tempo, quando este já se finda, tal qual a moeda que só nos lembramos do valor, quando não há outra alternativa e então lançamos mão delas, como um milionário negligente que passa o cartão de crédito sem olhar a conta. Ao invés de viver para alcançar a redenção e ser um Cristo, gasta a moeda (tempo) com coisas perecíveis, dando valor apenas quando já não tem valor de troca, quando já perdeu a validade. O tempo deve ser tratado não como dinheiro, mas como semente e com sabedoria e propósito ser regado para que a medida de seu passar gere o fruto da vida eterna, na consciência daquele que o soube valorizar e buscar verdadeiramente o tesouro da vida, o Senhor, Justiça Nossa!
Por Lo Xavier